domingo, 24 de março de 2013

A Dieta equilibrada traz benefícios ao coração

Estudo liga dieta vegetariana a menor risco de doença cardíaca

James Gallagher
Repórter de Ciência e Saúde, BBC News

"Deixar de lado carnes e peixes em favor de uma dieta vegetariana pode ter um efeito positivo na saúde do coração, sugere um estudo recente."

A pesquisa, que avaliou 44,5 mil pessoas na Inglaterra e na Escócia, indica que os vegetarianos têm 32% menos probabilidade de morrer ou necessitar de tratamento hospitalar em decorrência de doenças cardíacas.
Acredita-se que as diferenças em níveis de colesterol, pressão arterial e peso estejam por trás dos benefícios à saúde.
As conclusões do estudo foram publicadas no American Journal of Clinical Nutrition.
Doenças cardíacas são um grande problema em países ocidentais. Somente na Grã-Bretanha – onde o estudo foi feito – esses males matam 94 mil pessoas por ano, mais do que qualquer outra doença. Outras 2,6 milhões de pessoas têm problemas cardíacos.
O bloqueio, por gordura, das artérias que conduzem sangue ao coração pode causar angina ou até levar a um ataque cardíaco.

 Verduras e legumes (Foto: PA)
(Cientistas dizem que alimentação variada e equilibrada é determinante para saúde do coração)

 

Dieta equilibrada

Cientistas da Universidade de Oxford analisaram dados de 15,1 mil vegetarianos e 29,4 mil pessoas que consumiam carnes e peixes.
Ao longo de 11 anos, 169 participantes do estudo morreram e 1.066 precisaram de tratamento hospitalar devido a doenças cardíacas – e a probabilidade foi maior entre os consumidores de carnes e peixes do que entre os vegetarianos.
"A principal mensagem é de que a dieta é um importante fator determinante da saúde do coração", diz a médica Francesca Crowe, uma das autoras do estudo.
Ela ressalta, porém, que não está "defendendo que todos adotem uma dieta vegetariana". Uma das questões-chave é reduzir o consumo de gorduras.
"Os vegetarianos provavelmente apresentam baixo consumo de gordura saturada, então faz sentido que tenham um risco menor de doenças cardíacas", afirma.
Os resultados indicam que vegetarianos têm níveis de "mau" colesterol e pressão arterial mais baixos e também têm maior probabilidade de ter um peso saudável.

"Essa pesquisa nos faz lembrar que devemos buscar uma dieta variada e equilibrada, inclua ou não carne", diz Tracy Parker, da British Heart Foundation.

"Mas é importante ressaltar que ser vegetariano não é um atalho para um coração saudável. Afinal de contas, ainda há muitos pratos vegetarianos com altos níveis de gordura saturada e sal", afirma Parker.
E outra recomendação: "Se você está pensando em mudar para uma dieta vegetariana, planeje suas refeições com cuidado, para substituir vitaminas ou minerais (presentes na carne), como ferro", observa.

Para acessar o artigo:

Por Edilaine R.,
24 março 2013

Longevidade com saúde - limites do organismo

A longevidade é necessariamente uma coisa boa?

Peter Bowes
BBC News, Los Angeles, 01 março 2013



"Todos os anos, aumenta o número de pessoas idosas tanto nos países desenvolvidos como nas nações em desenvolvimento graças às descobertas da medicina moderna para atrasar as fronteiras da morte, mas a longevidade é necessariamente uma coisa boa?"

Na Califórnia, a forma física é levada ao extremo. Há lojas em Beverly Hills, local conhecido por sua obsessão com a imagem, apinhadas de comprimidos e fórmulas que visam prolongar a vida. Em Santa Monica, há tantos programas de treinamento ''boot camp'' e tantas sessões de ioga em parques públicos que autoridades locais já pensam em impor um limite.
''Na Califórnia, você vê pessoas se exercitando às 5h15 e isso ou faz bem a elas ou faz parte de uma psicose neurótica séria, ligada à infelicidade pelo fato de estarem ficando mais velhas'', afirma Ed Saxon, que produziu o filmeFast Food Nation, em 2006.
''Uma pessoa de 55 anos que imagina que deva se parecer com alguém de 25 se submetendo a cirurgias e se exercitando fanaticamente para que isso aconteça, tudo isso me parece uma má ideia. A obsessão em parecer mais jovem do que você realmente é."
Além da obsessão em torno da forma física, existem os conselhos incessantes em torno do que se deve comer para permanecer jovem. Eu deveria tomar mirtilo, couve batida ou comer torrada sem glúten? E vinho tinto, faz bem para mim ou não? E quanto ao chocolate?
Pode ser desconcertante, mas o objetivo é claro. A morte tem de ser adiada o máximo possível.

Foto: BBC

(Alguns afirmam que obsessão com vida longa está levando a 'incapacidade prolongada')

Incapacidade prolongada

''Nos Estados Unidos, se assume como fato que a longevidade é algo bom'', afirma Susan Jacoby, autora do livro Never Say Die (Nunca Diga Morrer, em tradução literal).
''Muito dessa crença irracional de que há coisas que você pode fazer para se assegurar contra a velhice e a doença tem a ver com o fato de que nós, nos Estados Unidos, realmente não gostamos de envelhecer'', comenta a escritora.
Jacoby, de 67 anos, faz duras críticas ao que chama de ''lixo de estilo de vida'' e ''lixo de suplementos alimentares''.
''Se você for olhar com mais atenção para essas pessoas que te dizem que você pode ser uma pessoa saudável aos 120, existe um homem ou uma mulher vendendo alguma coisa'', comenta.
A verdade, diz a autora, é que a maior parte das pessoas que vivem além dos 90 irão morrer após passar ''um período prolongado de incapacidade''.

''Nós estamos acreditando nesse mito de que, como estamos atualmente mais saudáveis do que nunca aos 67 anos, estaremos assim também aos 87 ou aos 97. Mas a verdade é que graças a alguns avanços duvidosos da medicina moderna, que mantém pessoas vivas não importa o quê, é que será preciso refletir mais sobre como cuidar dessas pessoas.'' 
(Susan Jacoby, autora do livro Never Say Die)

 
Em 1980, James Fries, professor de medicina da Universidade de Stanford, anteviu uma sociedade em que doenças crônicas seriam adiadas e reduzidas. Nessa sociedade, pessoas levariam vidas saudáveis e morreriam de forma relativamente rápida, reduzindo a quantidade de deficiência e incapacidade.
Fries chamou a isso de ''morbidez comprimida'' e seu trabalho foi creditado como o marco das origens do paradigma moderno para se envelhecer de forma saudável.
O problema é que é mais fácil aconselhar pacientes sobre como prolongar suas vidas saudáveis do que reduzir qualquer período de saúde em declínio.

"Se você for olhar com mais atenção para essas pessoas que te dizem que você pode ser uma pessoa saudável aos 120, existe um homem ou uma mulher vendendo alguma coisa.

(Susan Jacoby, autora do livro Never Say Die)

Boa morte

Joseph e Anne Gias são um casal saudável na faixa dos 60 anos, mas eles se preocupam com os percalços da velhice. ''Não quero passar dos 80. Eu creio que entre os 80 e os 85 as pessoas se deterioram muito. Já vi muita deterioração nessa faixa etária e não quero que isso aconteça comigo'', afirma Anne.
A despeito dos temores de Anne, há exemplos de pessoas que levaram vidas longas e saudáveis. Quando Besse Cooper morreu em dezembro do ano passado, aos 116 anos, ela era a mulher mais velha do mundo.
De acordo com relatos, ela estava com uma saúde incrível e nunca se queixou de dores. Ela levava uma vida ativa e se recusava a comer ''porcarias''.
No seu último dia de vida, ela comeu um generoso café da manhã, fez o cabelo e viu um vídeo de Natal com amigos.
Besse morreu em paz à tarde, após ter sofrido problemas respiratórios. Ela é um raro, mas bom exemplo da morbidez comprimida, a que se referia James Fries - uma vida longa e saudável e uma boa morte.

Link para a página do artigo :


Por Edilaine R.,
24 março 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Geração Ritalina ? Ou Geração Desorientada e desfocada ? Ou ainda: geração sem sossego de um tempo intranquilo ?

Geração Ritalina

Falta de atenção virou doença. O nome? TDAH. A suposta solução? Um remédio tarja preta.
 
 Falta de atenção e foco virou doença. O nome? Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. A suposta solução? O remédio tarja preta, do qual o Brasil é o segundo maior consumidor do mundo. Psiquiatras culpam o cérebro; outros, a sociedade. Nosso repórter ouviu os dois lados e passou uma semana sob o efeito da “droga da obediência”
 
“Bom, é o seguinte: você tem sinais de déficit de atenção e de ansiedade. Vou te prescrever um medicamento”, sentenciou o psiquiatra. O gravador escondido no bolso marcava exatos 23 min de consulta – tempo suficiente para ele me diagnosticar com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) e escorregar pela mesa uma receita para três caixas de Ritalina. Não precisei mentir nem exagerar nada. Em resumo, relatei que vez ou outra tenho dificuldade para me concentrar em coisas que não me interessam, que prazos podem ser um problema e que faz tempo que não leio um livro até o fim. O que foi? Se identificou com alguma coisa?

Não se preocupe. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Associação Americana de Psiquiatria, cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8 % de crianças e adolescentes de todo o mundo sofrem de TDAH, “uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade”, atigamente chamada apenas de DDA (déficit de atenção). Em uma sala de aula com 40 crianças, por exemplo, estima-se que pelo menos dois sejam portadores. E cada vez mais o destino delas é o mesmo que o meu: o consultório de um psiquiatra.

Grande parte da psiquiatria vê o TDAH como uma doença neurobiológica, causada por um desequilíbrio químico no cérebro, tal qual a depressão. O diagnóstico é feito a partir de entrevistas, isto é, não há exames que detectem a doença. Seus “defensores”, por assim dizer, afirmam existir mais de 10 mil estudos relatando seus sintomas, os primeiros datando dos anos 1700.

Todavia, isso são hipóteses, teorias. Muitos profissionais, especialmente de outros ramos da medicina, questionam a causa, o diagnóstico, o tratamento com remédios e a utilização do transtorno como justificativa para desempenhos fracos na escola. Alguns, mais radicais, duvidam até da própria existência do TDAH.

Mesmo assim, resolvi seguir as recomendações do meu médico. Durante uma semana, vivi sob o efeito do remédio tarja preta (leia o diário no fim do texto), apelidado por seus críticos de “droga da obediência”. Nem a Novartis, laboratório fabricante, nem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (anvisa) revelam os números de vendas. Mas previsões do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) dizem que, em tese, nos últimos 11 anos, elas galoparam cerca de 3.200%. O número coloca o Brasil como o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A pesquisa não contempla o mercado negro, que, ao que parece, é bem movimentado. Bastou meia hora no Google para encontrar diversos anúncios de gente oferecendo o remédio “off label” (sem receita). Por telefone, acordei de encontrar um vendedor em uma estação de metrô na manhã do dia seguinte. Chegando lá, um motoboy me entregou em mãos um envelope pardo e pediu que eu conferisse o conteúdo: Ritalina 10 mg, 20 comprimidos, lacrada e dentro da validade. Valor: R$ 80. Nas farmácias, sai em média por um quarto do preço. Relativamente barata, fácil de conseguir e teoricamente segura, a “Rita” vem sendo usada também por estudantes e baladeiros que querem bombar a energia e espantar o sono. A moda teria surgido em clubs e colleges norte-americanos.

O efeito de cada drágea de cloridrato de metilfenidato, nome verdadeiro da Ritalina, dura em média quatro horas. Assim como outras “inas” – a cocaína, a cafeína e as anfetaminas –, ela é considerada um psicoestimulante. Seu mecanismo de ação ainda não foi completamente elucidado. Mas acredita-se que ela aumenta a produção e o reaproveitamento da dopamina e da noradrenalina, neurotransmissores associados às sensações de prazer, excitação e ao estado de alerta do sistema nervoso. A bula alerta para a dependência física ou psíquica, além de elencar uma série de reações adversas como nervosismo, dificuldade em adormecer, diminuição no apetite, dor de cabeça, palpitações, boca seca e alterações cutâneas.

No FDA, órgão governamental dos Estados Unidos responsável por controlar alimentos e medicamentos, há 186 registros de óbito citando o uso prolongado do metilfenidato. Um dos nomes é o do jovem Matthew Smith – falecido aos 14 anos, metade deles fazendo uso da substância. Seus pais fundaram o Ritalindeath.com com a missão de “prover informações sobre a verdade oculta do TDAH e das drogas usadas em seu tratamento”.

Laboratórios é que bancamO site da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) é o primeiro que aparece quando se faz uma busca virtual sobre TDAH. Nele há o cadastro de médicos do país todo especialistas no assunto, onde encontrei o contato do psiquiatra que me atendeu. A associação, fundada pelo doutor Paulo Mattos e um paciente em 1999, também realiza eventos para divulgar a causa e oferece cursos de treinamento para professores.

A entidade é patrocinada pelos laboratórios que fabricam, segundo o site, “os remédios de primeira linha para o tratamento de TDAH”. São eles: Novartis, produtora da Ritalina e da Ritalina LA (mesma substância, mas com dosagens mais altas); Janssen Cilag, do sugestivo Concerta; e Shire, do recém-lançado Vevanse. “Ninguém recebe salário, exceto a secretária. Por isso precisamos de incentivos privados. Não há conflito de interesse, desde que, claro, você apresente a situação para as outras pessoas”, explica o doutor Paulo Mattos.

No ano passado, a Novartis e a ABDA promoveram em parceria o concurso “Atenção Professor”, com o objetivo de “ajudar os educadores a conhecer e lidar melhor com o TDAH”. Ganhavam as três escolas que apresentassem as melhores propostas de inclusão de portadores na sala de aula. Como prêmio, R$ 7 mil em dinheiro e uma garrafa de champanhe. Recentemente, um projeto de lei institucionalizando o diagnóstico e o tratamento de TDAH nas escolas foi aprovado no Senado, restando apenas três comissões para que a aprovação se repita na câmara dos deputados.

“Ciência não se discute”A psicóloga Iane Kestelman, atual presidente da ABDA, descobriu a organização quando seu filho, “sumariamente reprovado em todas as matérias na escola”, foi diagnosticado com o transtorno. “Nossa vida mudou, e para melhor. Meu filho iniciou o tratamento e passou na melhor faculdade de economia do país. Ele toma remédio há 12 anos e não virou nenhum robô, como dizem por aí”, ela conta, a voz embargada do outro lado do telefone. Orgulhosa do caso de sucesso na família, ela relativiza a epidemia do TDAH e o boom nas vendas da Ritalina: “É um bom sinal. Significa que estamos cumprindo nosso papel, que mais gente está conhecendo a doença e o tratamento adequado”.

De acordo com uma pesquisa recente realizada por USP, Unicamp e Albert Einstein College of Medicine quase 75% dos jovens brasileiros que utilizam Ritalina ou similares não foram diagnosticados corretamente. Iane e doutor Paulo Mattos, porém, furtam-se a discutir uma possível fragilidade e/ou subjetividade no diagnóstico da doença. “Achamos isso ofensivo, inclusive. Ciência não se discute. Ela não está preocupada se você concorda com ela ou não”, diz a psicóloga. “Isso é um pseudodebate. Quem duvida da existência do TDAH nunca publicou nenhum artigo sobre o assunto, não tem qualificação. Você não vai chamar um pajé para discutir com um neurocientista”, engrossa o coro seu colega.

“TDAH não existe”Marilene Proença não é um pajé. É psicóloga, integrante do Instituto de Psicologia da USP, e opõe-se à razão de ser da ABDA. “TDAH não existe. O que existe são crianças diferentes, com formas de aprender diferentes. Algumas são mais focadas, outras mais dispersas. Não existe um padrão de aprendizado”, ela postula. Para Marilene, a solução não cabe em um comprimido branco de pouco mais de 1 cm de diâmetro: “Nenhum medicamento no mundo daria conta da complexidade que é o processo de atenção e aprendizado de uma criança. Ele envolve afetividade, desejo, representações que a criança cria”.

Para os pais aflitos, que não sabem o que fazer com seu filhos travessos, ela acena um caminho, antes que eles decidam passar a bola para um psiquiatra: “A primeira coisa é ouvir a sua criança. O que ela tem a dizer sobre a escola? Os amigos a tratam bem? O professor escuta ela? Mudar para uma escola que entenda melhor a criança também deve ser levado em consideração”.

O problema não estaria na cabeça das pessoas, mas na sociedade. É o que acredita Maria Aparecida Moyses, pediatra e professora da Unicamp: “Se tem tanta gente deprimida ou desatenta, temos que entender que elas estão sendo produzidas pelo modo que a gente vive. Nunca se tomou tanto remédio e nunca houve tantas pessoas doentes. Isso não pode estar certo. O que eles fazem é uma biologia de um corpo morto, de um cérebro sem vida, sem afeto, isolado do meio em que vive”.

Atendendo em um centro de saúde público em Campinas, ela diz já ter presenciado casos de jovens viciados no metilfenidato, que clamavam pela sua dose diária durante as férias, quando normalmente a posologia é suspendida. Pergunto então se ela daria Ritalina para um filho seu. “Sou contra”, ela retruca. “Ficar parado é, na verdade, uma reação adversa dos estimulantes. Focar atenção é sinal de toxicidade, não é efeito terapêutico.” Mas então o que você daria para ele? “Ritalina nem pensar. Daria... Rita Lee.”

Link da reportagem na íntegra - disponível em:
http://revistatrip.uol.com.br/revista/203/reportagens/geracao-ritalina.html

Por Edilaine R.
22 março 2013

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Medicamento: Uso Racional

Medicamento: uso responsável


Todo medicamento precisa ser usado de modo correto, consciente e responsável. Não se esquive de uma boa orientação com o Farmacêutico de sua confiança. 
Segue abaixo algumas orientações:

1) Oriente-se com o Farmacêutico antes de utilizar qualquer medicamento - mesmo aqueles os quais não se necessita de receita médica;

2)  Importante saber o modo correto de conservar o medicamento;

3) Evite seguir a recomendação de colegas, amigos, parentes ou vizinhos para tomar medicamentos;

4) Balconista não é Farmacêutico, na duvide pergunte e peça pelo profissional responsável; 

5) Conte ao Farmacêutico sobre qualquer indisposição que sentir no uso do medicamento;

6) Medicamento e bebida alcóolica não combinam, evite utilizar os dois juntos;

7) Um medicamento tomado de maneira incorreta pode trazer uma série de efeitos indesejados - que vai da ineficácia até a morte.


Fonte: CRF/SP*



Utilize os conhecimentos do Farmacêutico - é ótimo; e faz bem a sua saúde ! 



*Material de apoio para Educação em Saúde - cedido pelo portal CRF/SP. Disponível em:


Por Edilaine R.,
08 Novembro 2012 


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ética

Ética

Para refletir sobre ...

"Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida:

(1) quero ?
(2) devo ?
(3) posso ?

Nem tudo que eu quero eu posso ; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve." 



Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP 



Edilaine R.,
07 Novembro 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

DSTs ou Doenças Venéreas - Parte II

DSTs - Doenças Sexualmente Transmíssiveis - Parte II


Por Edilaine R.,
23 Outubro 2012, 20:12h


No texto anterior em  DSTs - Doença Sexualmente Transmissíveis - Parte I - busquei focar definição, transmissão, algumas das principais doenças venéreas e tratamento.

Neste post darei sequência a temática anterior. O foco aqui é a prevenção através do uso de preservativos . Os tipos de preservativos são relativos ao gênero ( masculino e feminino ).

Prevenção - Preservativos


O preservativo não é uma invenção atual e data de longo tempo (na História da sexualidade humana -  antes de Cristo), e já foi confeccionado com vários tipo de materiais: de linho, pele, intestino de animais e bexiga de cabra. 

Para se ter uma idéia, o preservativo feito com tripa de boi foi utilizada até 1870. Após esse período é que o inglês Charles Goodyer inventou a camisinha de borracha que eram grossos e desconfortáveis. E somente lá pelo final do século XIX é que o material foi substituído pelo látex.

Todavia, a partir da década de 1960, em decorrência da descoberta da pílula oral anticoncepcional feminina  o preservativo passou a ser menos usado. Esse relaxamento com a prevenção ocorreu porque nesse momento histórico de liberação feminina a preocupação com a gravidez indesejada era mais importante do que a possibilidade de uma enfermidade por DST.

Em seguida, na década de 1990 com a epidemia de AIDS se alastrando a níveis alarmantes pelo mundo o preservativo voltou a ser utilizado por ser o único método - até o momento (início do século XXI) - eficaz de prevenção contra as DSTs  e principalmente,  a AIDS.

Portanto, na época atual se comprova a partir de inúmeros estudos que o uso do preservativo é de suma importância na prevenção das DSTs, bem como, evitar a gravidez indesejada.  

Nesse tocante, assevera-se que todas as relações sexuais precisam ser realizadas com o uso do preservativo, seja o sexo oral, vaginal ou anal.

O Ministério da Saúde apresenta várias campanhas e estratégias em favor do uso do preservativo - como pode-se ver nas imagens abaixo:




Campanha de 2012 do Min. Saúde


Campanha do Min. Saúde


O Ministério da Saúde distribui  preservativo gratuitamente desde em 1994. E encontra-se disponível ( gratuitamente ) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS); nos centros de testagem e aconselhamento; nos serviços especializados; e nos bancos de preservativos.

Se preferir pode ser encontrada para comprar em drogarias, farmácias,  mercados ou lojas de sexshop. 

A compra do preservativo nas Drogarias e Farmácias  apresenta vantagem a mais, pois sendo estes estabelecimentos de saúde ( e não lojas ),  o usuário pode contar com um Profissional Habilitado,  o(a) Farmacêutico(a) a disposição para orientação confiável e de qualidade,  se necessário.  


Preservativos femininos

Os preservativos femininos são produzidos com a substância que podem ser o látex ou poliuretano. O da marca Reality feita com poliuretano apresenta uma bolsa, delgada e macia, com dois anéis flexíveis, um em cada ponta. O anel da ponta fechada serve para inserir o preservativo na vagina e mantê-lo no lugar. O anel exterior fica do lado de fora da vagina e cobre as partes externas dos órgãos genitais.

Apresenta vantagens em relação ao preservativo masculino, como pode ser colocado antes de a relação sexual iniciar, fica a decisão da mulher sobre o uso,  proteção e o uso de lubrificantes ou não. 





Preservativos masculinos

Atualmente, há um número signifcativo de preservativos masculinos no mercado,  de todos os tipos, de lisos a texturizados; tamanhos diferentes e com materiais diversos e sem látex ( para os alérgicos );  e gostos - com aromas e sabores  - o que não justifica a sua não utilização.


Para os alérgicos ao latex - existe no mercado os preservativos feitos com poliuretano. Estes são bem fininhos e não impedem a passagem do calor do corpo ( de modo direto ).


Foto cedida gentilmente pela DROGAVENIDA


Os texturizados, recentes no mercado brasileiro, veem fazendo sucesso com os usuários "mais moderninhos" - e seu objetivo é tanto oferecer proteção quanto mais prazer.

Os aromatizados são vários: banana, canela, maracujá, morango, tutti-frutti, hortelã, framboeza, chocolate,  pêssego, uva, ou seja, um mix de sabores da natureza.

Também, encontra-se disponível no mercado o presevervativo  XL ou as extras largas ( large ) e as "sensitives" que são mais finas do que as tradicionais.

E ainda, encontra-se os preservativos "retardantes" - que são confeccionados com uma substância que retarda o orgasmo masculino - proporcionando um prolongamento do tempo da relação.
Em geral, os preservativos já contém lubrificantes ( óleo de silicone ). Porém, pode-se usar um lubrificante extra - que também são encontrados no mercado inodoros ou com aromatizantes.


Modo de usar o preservativo masculino e o preservativo feminino

As figuras abaixo demonstram o modo correto de uso do preservativo feminino e masculino:

preservativo masculino

 

preservativo feminino



Lubrificantes e espermicidas

Os lubrificantes íntimos são formulados com água na sua composição   - o que reduz a probabilidade de uma reação alérgica e podem ser na forma farmacêutica de gel ou solução aquosa.

Um ponto importante a ser observado é que não deve-se utilizar lubrificantes como vaselina ou óleo mineral , pois estas substâncias podem danificar o preservativo masculino.

Alguns preservativos - podem ser encontrados facilmente - e contém agregado ao lubrificante princípios ativos espermicidas, tais como, cloreto de benzalcônio,  menfegol e o nonoxinol-9, sendo este último o mais utilizado em todo o mundo .   




Também, há as  geléias espermicidas que podem ser usadas a camisinha e diminuem ainda mais a chance de transmissão do vírus . Estudos "in vitro" e estudos epidemiológicos demonstram de modo consistente que os espermicidas, usados isoladamente ou combinados com outros métodos de barreira, reduzem a incidência de gonorréia, infecção por clamídia, tricomoníase e vaginose bacteriana. Entretanto, a relação entre o uso do nonoxinol-9 e a incidência do HIV permanece obscura e, até o momento, inconclusiva.

Espermicidas


Modo de usar o espermicida

Os espermicidas devem ser colocados no fundo do órgão genital feminino utilizando o aplicador, antes de cada relação sexual. A espuma, geléia ou creme podem ser colocados imediatamente antes das relações sexuais. Outros tipos, como o filme e/ou o comprimido, precisam de mais tempo, pelo menos 10 minutos antes.

Durante esta pesquisa foi possível encontrar estudos que sugerem que o uso frequente ( várias vezes ao dia ), bem como,  a alta concentração da substância na formulação  do espermicida podem provocar irritação vaginal, prurido, queimadura, erosão no epitélio vaginal e do colo uterino . Desse modo, a alteração na flora vaginal poderia facilitar a transmissão pelo vírus HIV.

Certamente, o uso frequente e correto do preservativo dificulta ou mesmo pode inviabilizar a contaminação, uma vez que os vírus, as bactérias e os fungos acabam sendo transportados pelo sêmen e por fluídos sexuais. 

Concluo e termino.

Para finalizar, observa-se que na presença de uma DST (ver DSTs - Doença Sexualmente Transmissíveis - Parte I -)  é importante buscar ajuda para diagnóstico e tratamento - por um profissional de saúde,  principalmente, cuidar-se para evitar uma reinfecção. O parceiro envolvido precisa ser alertado para que também possa buscar tratamento . 





Mais informações nos links abaixo: