terça-feira, 23 de outubro de 2012

DSTs ou Doenças Venéreas - Parte I

DSTs - Doença Sexualmente Transmíssiveis - Parte I


Por Edilaine R.,
23 Outubro 2012

Diante da seriedade que a temática das Doenças Sexualmente Transmíssiveis precisa ser tratada realizo dois posts sequenciais.

No primeiro - ou a DSTs - Parte I , trato do conceito, as principais DSTs e seus respectivos sintomas e tratamento.

 Já no segundo post - ou DSTs - Parte II , o foco centra-se na prevenção dessas doenças e os preservativos - sendo este o principal e o mais importante mecanismo de prevenção.

Conceito

As DSTs como sugere o nome são doenças transmitidas através do contato sexual desprotegido, ou seja, sem o uso do preservativo ( ou camisinha ).



preservativo masculino



preservativo feminino


A contaminação pode ser de dois modos: contato sexual de modo direto - com uma pessoa contaminada; e de modo indireto através de objetos contaminados, por exemplo, seringas, agulhas,  transfusão sanguíena,  roupas íntimas.
Os principais agentes causais podem ser bactérias, fungos, vírus e protozoários .

Sem entrar no mérito de a questão ser de ordem moral, é bom lembrar que as DSTs podem ter como porta de entrada a promiscuidade. Também,  o descuido com a saúde; desinformação sobre como proteger-se a si e o parceiro . 


Principais DSTs

As principais DSTs são:  Gonorréia, Sífilis, Linfogranuloma venéreo, Cancro mole, Doença inflamatória Pélvica ( DIP ), Donovanose, Condiloma acuminado ( HPV ), Tricomoníase, Herpes e AIDS.

Algumas dessas doenças podem evoluir e ter consequências graves como, doenças neonatais, infertilidade, câncer, comprometimento do aparelho reprodutor e morte .

Sífilis
O agente causador da sífilis é uma bactéria conhecida como Treponema pallidum. No início, a doença ataca as vias urinárias e genitais, podendo, caso não tratada, espalhar-se para o sistema cardiovascular e nervoso. Gerando uma infecção generalizada, pode levar o doente a morte. Nas mulheres doentes, o aborto e o parto prematuro são algumas das conseqüências.


Gonorréia
Está doença ocorre após o contato com a bactéria conhecida por Neisseria gonorrheae. Causa um grave inflamação na uretra e, quando não tratada, pode espalhar-se pelo sistema genital, vias urinárias, reto e articulações. Se não tratada corretamente, a doença se desenvolve, podendo levar o doente a outros problemas como, meningite, problemas cardíacos e artrite.



Tricomona
Esta doença é causada por um protozoário do gênero Trichomonas Donne. Este protozoário pode instalar-se nos sistemas genital e digestivo. Provoca quadros inflamatórios na uretra dos homens e no canal vaginal das mulheres. Embora não acarrete complicações mais sérias em sua fase evolutiva, a doença pode facilitar a disseminação da infecção por HIV.


Clamídia
A bactéria Chlamydia trachomatis é o agente causador da doença. Apresenta-se silenciosa, já que 3/4 de as mulheres não apresentam sintomas. Ela ataca os canais urinários e sistema genital, o que provoca inflamações nestas áreas. Se não for tratada origina-se uma infecção crônica - o que pode levar a infertilidade do homem e mulher. Já na mulher, também, promove dor pélvica, formação de abcessos e outras complicações.




Candidíase
O principal agente da doença é o fungo Candida albicans. Esta doença é uma das causas mais comuns de infecção genital. Os sintomas são coceira, ardor e corrimento vaginal semelhante a nata do leite. É mais comum em mulheres, causando inchaço e vermelhidão no órgão sexual feminino. As lesões podem se espalhar pela virilha. Apesar do mais comum ser a transmissão via relação sexual, existem outros fatores que colaboram para isso: uso de anticoncepcionais, antimicrobianos, obesidade, diabetes melitus, gravidez e uso de roupas justas.



Herpes
O agente causal é o vírus Herpes-zóster e manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.



Linfogranuloma Venéreo
O agente causador é a bactéria  Chlamydia trachomatis.  Essa doença caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele. Após a cura da lesão primária surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas. Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e formação de feridas que drenam pus.




Cancro Mole
O agente causador é o Haemophilus ducreyi e também conhecido como cancro venéreo, popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.


HPV ou Condiloma Acuminado
O agente causador dessa doença é um vírus Papilomavírus Humano. Esta doença também é conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista.  Provoca uma lesão papilar ( ou elevações na pele ) genital que ao se unirem formam uma massa de tamanho variável - semelhante a uma couve-flor ( verrugas ). Em especial, na mulher pode provocar câncer de colo de útero e vulva; no homem câncer de pênis e ânus.



AIDS ( Síndrome da Imunodeficiência Adquirida ) ou SIDA
O agente causador é ó Vírus da Imunodeficiência Adquirida. Causa uma infecção no organismo que  compromete o funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar adequadamente sua função de proteger o organismo contra as agressões externas, tais como, bactérias, outros vírus, parasitas e células cancerígenas.



Piolho da púbis
O agente caudador é o parasita Pthirus pubis . Também é conhecido como chato, carango. O principal sintoma é o prurido (coceira), geralmente na região pubiana, que resulta de uma hipersensibilidade à saliva do parasita e se torna intenso o suficiente em duas ou mais semanas após a infestação inicial. Especialmente em pacientes masculinos, os chatos e ovos também podem ser encontrados nos pelos do abdômen , nas axilas, na barba e no bigode, enquanto nas crianças são geralmente encontrados nos cílios.




Não obstante, ressalta-se que algumas DSTs podem não apresentar sinais e sintomas. Desse modo, em caso de relação sexual desprotegida, isto é, na ausência de preservativo, orienta-se consultar um médico para avaliação, exames e tratamento correto.


Tratamento
As DSTs são doenças que requerem atenção especial, pois as consequências podem ser graves como a esterilidade e o câncer .

Portanto, convém observar que a auto-medicação é contraproducente, pois o uso de um medicamento inadequado pode não ser eficaz e mesmo mascarar os sinais e sintomas do agravamento da patologia, além de interferir no diagnóstico posterior que o médico irá realizar.

Isto posto. Sigo.

Todo o tratamento das DSTs deve ser acompanhado por profissionais da saúde; respectivamente, o Farmacêutico pode (e deve) orientar quanto a procura do médico especialista ( ginecologista ou urologista ). Logo,  cabe ao médico a avaliação (exame clínico: físico e pélvico);  pedido de exame laboratorial ( de sangue; de urina; do fluido ou tecido ) e na sequência definir o diagnóstico e a prescrição do medicamento.

Na mulher é comum o médico ginecologista pedir uma exame de Papanicolau ( utilizado para buscar alterações celulares que podem indicar a presença de pré-câncer ou câncer ) - mesmo na ausência de DSTs.

Neste ponto, vale observar que o paciente deve questionar o médico sobre o diagnóstico e tirar todas as dúvidas pertinentes a sua patologia ( doença ).

Com a prescrição ( a receita ) em mãos cabe ao Farmacêutico - na Drogaria ou Farmácia -  analisá-la e aviá-la orientando sobre a posologia, a interação farmacólogica ( medicamento x medicamento; medicamento x alimento; medicamento x álcool ), as reações adversas, os efeitos colaterais e o tempo de tratamento .  

O tempo de tratamento deve ser seguido a risca conforme a orientação, bem como os horários prescrito - para que a medicação possa ser eficaz e eliminar o agente causador da patologia.

Enfim, vale lembrar que atualmente no Brasil existe uma quantidade significativa de Medicamentos Genéricos  e que estes são um direito do paciente e do consumidor ( Lei de Medicamentos Genéricos 9.787  de 10 fevereiro de 1999 ) por serem de mesma qualidade e mais vantajoso - viável - economicamente que o medicamento de referência (ver A importância do Medicamento Genérico no Brasil ) .


Os Medicamentos Genéricos podem ser identificados pela letra G na área central da embalagem externa do medicamento .






DSTs - Doenças Sexualmente Transmíssiveis / Prevenção - Parte II 

Mais informações nos links abaixo:




Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999 que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em
produtos farmacêuticos e dá outras providências. Disponível em :


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tempo seco: efeito do clima seco na saúde

Tempo seco e saúde 

O tempo seco que se observa nestes últimos dias - em boa parte do território brasileiro, em especial , aqui no estado de São Paulo - tem provocado diversos sintomas e os Profissionais de saúde alertam para o aumento do cuidado . 

A OMS ( Organização Mundial da Saúde ) examina que a umidade relativa do ar deve ficar em torno de 60% . Logo, quando a umidade diminui abaixo de 30% , a organização considera estado de atenção; abaixo de 20% estado de alerta;  e ainda  abaixo de 12% é uma situação de emergência.

A ausência de chuvas nesse período reduz a umidade do ar ; e segundo  a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo quando ocorre baixa umidade do ar os índices de poluição aumentam nas cidades e os níveis de dióxido de enxofre e outras substâncias não dispersam no ar.


Clima seco: doenças derivadas da ausência de umidade

O clima árido - nas grandes cidades - pode aumentar os casos de sinusites, resfriados, gripes e pneumonia, pois a ausência de umidade retém os poluentes suspensos no ar impedindo a dispersão na atmosfera. 

Os olhos e as vias aéreas superiores ( nariz , boca, garganta, ) se ressentem com esse clima seco e frio de inverno.  

Nas vias áereas superiores, o tempo seco,  pode produzir a rinite alérgica,  que caracteriza-se por sintomas como irritação, espirro, obstrução nasal, coceira no nariz e garganta com produção de secreção,  inflamação e dificuldade de respiração.


  




Nos olhos pode ocorrer ressecamento devido a diminuição de umidade do ar . Desse modo, a lágrima que lubrifica a córnea evapora mais rápido o que deixa os olhos desprotegidos. Os sintomas decorrentes são irritação, ardência, sensação de corpo estranho, cansaço visual, coceira, vermelhidão e conjuntivite.

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2007/8/20/Pagina62316.htm

No caso dos asmáticos,  a baixa umidade do ar também pode provocar crises como a falta de ar, chiado no peito e tosse. Estes sintomas podem ser intermitentes ou persistentes e, se não tratados, podem causar muitos prejuízos à vida destes pacientes e até a morte.

Tratamento: alívio dos sintomas

Orienta-se a ingestão de líquidos, em especial, os idosos e as crianças,  para hidratar o corpo.

Vale lembrar que as frutas, os sucos, água de coco são bons coadjuvantes.




Para o alívio dos olhos e nariz lavar com soro fisiológico ( solução de cloreto de sódio a 0,9% ) várias vezes ao dia para fluidificar as secreções.

Recomenda-se ainda, evitar ambientes fechados, pouco arejados e ambientes com ar condicionado.

É importante manter a casa limpa e pode-se passar um pano úmido no piso e móveis para retirar a poeira e sujidades - o que afasta a possiblidade de doenças respiratórias.

Os exercícios físicos são ótimos para a melhoria do sistema cardiorespiratório, bem como, aumentar a resistência do sistema imunológico. No entanto, nesses dias de clima seco, os exercícios ao ar livre devem ser realizados antes das 10:00h e após às 17:00h .

Diante do mal estar sentido - algumas pessoas realizam a automedicação ( ingestão de medicamento sem a orientação farmacêutica ou médica ) como forma de alívio .

 

Neste tocante, a automedicação pode levar aos riscos de intoxicações - que é sempre motivo de preocupação dos profissionais de saúde, pois,  sobrecarregam os Pronto Atendimentos,  Centros de Sáude, Hospitais  e oneram a saúde pública.

Posto isso, a automedicação precisa ser responsável, ou seja, com orientação adequada a partir de  um profissional que forneça todas as informações importantes acerca do medicamento.

Enfim, convém ressaltar que o Farmacêutico é um grande aliado e pode solucionar dúvidas e orientar de modo correto o uso de medicamentos quanto a sua indicação, ação, interações, efeitos desejados,  indesejados e contra indicações.   


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Por Edilaine R.,
24 Agosto 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Gripe A ( H1N1). Sinais, sintomas e diagnóstico. O papel do Farmacêutico no contexto da doença.


A Gripe A ( H1N1 ) - Influenza A ( H1N1)


A Gripe A está de volta ao cenário  este ano.  Com a chegada do frio, os casos de gripe aumentaram  e têm preocupado os brasileiros. 

Logo,  ficam alertas os profissionais de Saúde, em especial , os Farmacêuticos - uma vez que o balcão da drogaria,  em geral,  é o primeiro lugar onde as pessoas buscam orientação para o alívio dos sintomas e sinais da gripe.

Dados mostram que Cento e quarenta e quatro pessoas ( 144 ) morreram com a doença este ano - 2012 - no sul do país: 72 em Santa Catarina, 47 no Rio Grande do Sul e 25 no Paraná.

Segundo informações divulgadas no site do CRF/Sp (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo),  "Dados divulgados na última quarta-feira (25) pela Secretaria de Saúde mostram que as mortes pela gripe A (vírus H1N1) do Estado de São Paulo já é maior que os 27 óbitos registrados em todo o país no ano passado. O levantamento, de 1º de janeiro a 13 de julho de 2012, registra 29 óbitos e 146 internações pela doença somente no estado. No Brasil, esse número chega a 210 mortes."

A doença em 2009, chegou ao nível de Pandemia segundo os dados oficiais da OMS ( Organização Mundial da Saúde ) .

O vírus responsável por esta gripe é a influenza A H1N1 - uma espécie de rearranjo quádruplo de cepas de influenza (02 suínas, 01 aviária e 01 humana).


Imagem de microscópio electrónico do vírus da gripe A (H1N1) rearranjado, fotografado no CDC Influenza Laboratory. Os vírus têm 80–120 nanómetros de diâmetro.



Breve Histórico - O surto de gripe suína de 2009

O surto de gripe suína de 2009 em humanos, oficialmente denominado como gripe A (H1N1) ou influenza A (H1N1)  e inicialmente conhecido como gripe mexicana,  gripe norte-americana, influenza norte-americana ou nova gripe, deveu-se a uma nova estirpe de influenzavirus A subtipo H1N1 que continha genes relacionados de modo muito próximo à gripe suína. A origem desta nova estirpe é desconhecida.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou que esta estirpe não foi isolada em porcos. Esta estirpe transmite-se de humano para humano, e causa os sintomas habituais da gripe.


Sinais e Sintomas do Resfriado, Gripe Comum e Gripe A


Vale observar que o conhecimento da doença pelo Profissional de Saúde é importante, principalmente para poder realizar uma orientação séria, eficaz e se necessário encaminhar o indivíduo para consulta médica e evitar o agravamento da doença.

Para melhor orientar, os Farmacêuticos, precisam saber reconhecer  a diferença entre um resfriado de gripe comum, e este último que também difere da Gripe A. O reconhecimento se dá a partir dos sinais ( perceptível pelo outro e ou verificável através de exames ) e sintomas ( sempre subjetivos ) e sua gravidade.   

Desse modo, o resfriado pode ser causado por inúmeros tipos de vírus. Já a gripe pode ser do tipo influenza A, B, ou C.

Os sinais e sintomas da H1N1 ( Gripe A ) assemelha-se ao da gripe comum: febre, fadiga, dores no corpo e tosse. 

No entanto, o que difere na Gripe A é que os  sinais como a febre são marcadamente altos, mostrando - intermitente - acima de 38°C e as dores musculares são intensas. Também,  pode haver mais diarreia e vômito.  A tosse apresenta-se seca e insistente,   além de apresentar complicações, em geral, nos indivíduos jovens.

Na Gripe A a avaliação do médico e diagnóstico são de suma importância para um tratamento eficaz .


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Diagrama dos sintomas da gripe A (H1N1) no ser humano.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gripe_su%C3%ADna

1- Corpo em geral - febre
2- Psicológico - letargia, falta de apetite
3-
Nasofaringe - rinorreia, dor de garganta
4-
Sistema Respiratório - tosse
5- Gástrico - náuseas, vómitos
6- Intestino -
diarréia.


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Prevenção - Orientação


Neste ponto,  a principal prevenção é a observação quanto aos hábitos básicos de higiene, em especial, a lavagem das mãos ( é sempre bom lembrar porque às vezes 'as pessoas' se esquecem desse hábito simples e importante ) . Entre outros abaixo:


1) evitar contato direto com pessoas gripadas;

2) ficar em casa se estiver em período de transmissão da doença (até cinco dias após o início dos sintomas);

3) cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ao tossir ou espirrar;

4) lavar as mãos frequentemente (principalmente antes de comer ou de tocar os olhos, nariz ou boca e depois de tossir, de espirrar e de usar o banheiro);

5) ingerir muito líquido, alimentação saudável e prática diária de exercícios físicos;

6) o Ministério da Saúde recomenda que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, o que ajuda a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;

7) Vacinação: em acordo com o calendário da Vigilância Sanitária do munícipio.

Formas de contágio

A contaminação da Gripe A se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos.

Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos.

Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.

Tratamento

De acordo com a OMS ( Organização Mundial da Saúde ), os medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra o vírus H1N1.

O mecanismo de ação desses medicamentos é impedir a replicação do vírus Influenza .

Em 11 de junho de 2012, a ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária ) editou uma norma,  a RDC 39/2012 na qual "o  oseltamivir, princípio ativo do medicamento Tamiflu, foi excluído da lista das substâncias sujeitas a controle especial. O medicamento é utilizado para o tratamento da Influenza A (H1N1)."


Fica validado então que o medicamento pode ser comercializado sem retenção da receita, isto é, por meio de uma receita simples que deve ser apresentada ao farmacêutico no ato da compra. Para o uso do medicamento, continua sendo necessário o acompanhamento médico.


Também, o médico pode prescrever medicamentos para baixar a febre - como os antitérmicos -,  e para diminuir o mal estar geral do organismo do paciente como coriza, dor, congestão nasal - com descongestionantes, analgésicos ou anti-antihistamínicos ; se achar conveniente.

Vale reforçar que durante o tratamento, a ingestão de líquidos é importante, bem como, a alimentação saudável e balanceada, em especial, as verduras e legumes.


Considerações Finais

Conhecer a doença, prevenir e diagnosticá-la precocemente pode evitar complicações respiratórias  e até a morte.

É importante procurar orientação adequada logo no início dos primeiros sinais e sintomas da gripe.

Evite a automedicação sem orientação e convém pedir sempre a Orientação Farmacêutica, pois o Farmacêutico está na Drogaria e Farmácia justamente com esse objetivo.

Aqui,  o Farmacêutico apresenta um papel importante de atenção à saúde para orientar com conhecimento e habilidade, bem como, realizar encaminhamentos necessários para consultas médicas ou Pronto Atendimentos.

Enfim, não se acanhe e peça para ser atendido pelo(a) Farmacêutico(a), pois é um direito seu enquanto cidadão !!  


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Por Edilaine R.
 31 Julho 2012

Fitoterápico: Gengibre promove diminuição da náusea

Hospital cria cardápio para combater efeito colateral da quimioterapia

Simone Iwasso

Estadão, 30 Julho 2012


O ambulatório de nutrição do Hospital A.C. Camargo, referência no tratamento do câncer, elaborou um cardápio que ajuda a combater os efeitos colaterais da quimioterapia - náuseas e vômitos, diarreia, obstipação (intestino preso), alteração do paladar, perda de apetite, boca seca, feridas na boca e dor e/ou dificuldade para engolir. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente e evitar a perda de peso e a desnutrição, recorrentes nesses casos, em que se alimentar fica mais difícil. Um corpo bem nutrido fica mais equilibrado e forte para lutar contra a doença.

Um grande aliado nesse processo, de acordo com a nutricionista do hospital Ana Carolina Cantelli, é o gengibre, que segundo pesquisas recentes, é capaz de aliviar a náusea.  ”Indicamos preparações de vários tipos com gengibre, que é um alimento fácil de ser comprado, de baixo custo. O paciente pode adicioná-lo em sopas, saladas, sucos, chás”, explica.

Segundo Ana Carolina, cada paciente tem um tipo de reação adversa, e as preparações são indicadas caso a caso. “Os efeitos são variados em cada paciente, e também podem ir mudando ao longo do tratamento. Os pacientes pediam orientações e nosso papel, na nutrição, é tentar deixar a alimentação menos monótoma, o mais equilibrada possível.”

Diante da demanda dos pacientes, o hospital montou oficinas de culinária, abertas para pacientes, familiares e público em geral, realizadas a cada dois meses. Para os interessados, mais informações aqui. “Testamos receitas, montamos um cardápio completo e ensinamos a preparação na oficina.”


Além disso, Ana Carolina faz algumas recomendações gerais:

* Pacientes que estão se submetendo a um ciclo de quimioterapia devem evitar comer fora de casa, principalmente alimentos crus, por causa do risco de contaminação. O organismo já está mais debilitado, não vale o risco.
* Beba bastante líquido – e o gengibre pode entrar em sucos de frutas, em milk-shakes batidos com leite, com sorvete, em chás gelados e quentes.
* Quem está sofrendo com a boca seca, deve colocar mais molhos e caldos na comida, para ajudar na mastigação.
* Outra recomendação para boca seca é incluir alimentos ácidos e cítricos, que estimulam a salivação. Uma bala de hortelã já ajuda.
* Quem sofre com feridas na boca, machucados e alta sensibilidade, deve evitar choques térmicos – alimentos muito quentes ou muito frios.     E, nesse caso, cortar cítricos e ácidos.

Para quem se interessar, todas receitas completas estão disponíveis no site da oficina do hospital.


Artigo extraído no dia 31 julho 2012. Disponível em:

Link do Hospital A. C. Camargo ( Oficina de Culinária ) para acesso:  


Por Edilaine R.
31 Julho 2012




Cápsulas de Amor


Cápsulas de amor

Doses de amor e atenção também curam.

Não custa nada. Basta dispensar; e verificar o efeito.

Se acrescentar sorriso;  observa-se a potencialização do efeito desejado.



Por Edilaine R.
31 Julho 2012

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Medicamentos voltam a ficar fora do balcão (das drogarias e farmácias) e a disposição do consumidor - para livre escolha

Resolução da Anvisa
Remédios sem receita médica voltam a ser vendidos fora do balcão das farmácias

Agência Brasil , 27 Julho 2012

Resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza a partir desta sexta-feira (27/7) a venda de medicamentos isentos de receita médica em gôndolas de farmácias e drogarias de todo o país, ficando ao alcance direto do consumidor. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, os remédios de venda livre devem ficar em área separada da de produtos como cosméticos e dietéticos e devem ser organizados por princípio ativo para permitir a fácil identificação pelos consumidores.

O texto também exige que, na área destinada aos remédios de venda livre, sejam fixados cartazes com a seguinte orientação: “Medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico.”

Até então, uma resolução da Anvisa, publicada em 2009, obrigava a venda dos remédios isentos de prescrição médica atrás do balcão do farmacêutico. Por meio de nota, o órgão informou que a determinação foi amplamente questionada pelo setor e rendeu cerca de 70 processos judiciais. Nos últimos meses, 11 estados criaram leis estaduais e reverteram a proibição da venda nas gôndolas.

Um estudo, segundo a agência, demonstrou que a decisão de posicionar os remédios de venda livre atrás do balcão não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no Brasil. O relatório apontou também uma maior concentração de mercado, que evidencia a prática da “empurroterapia” e prejuízo ao direito de escolha do consumidor.

Em abril deste ano, o tema foi submetido a uma consulta pública, que ficou aberta por um período de 30 dias. A maioria das contribuições, segundo a Anvisa, apontava para reverter a proibição. A agência reguladora promoveu também uma audiência pública sobre o assunto.

Em abril deste ano, o tema foi submetido a uma consulta pública, que ficou aberta por um período de 30 dias. A maioria das contribuições, segundo a Anvisa, apontava para reverter a proibição. A agência reguladora promoveu também uma audiência pública sobre o assunto.

“A partir das evidências de que a resolução, no que diz respeito ao posicionamento dos medicamentos isentos de prescrição, não trouxe benefícios ao consumidor, a diretoria colegiada da Anvisa decidiu alterar a norma e permitir que os medicamentos de venda livre sejam posicionados ao alcance do consumidor nas gôndolas das farmácias e drogarias do país”, concluiu.

Artigo extraído em 27 Julho 2012. Disponível em:

Por Edilaine R.,
27 Julho 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Medicamento biológico no tratamento da osteosporose

Primeiro remédio biológico contra osteoporose chega ao Brasil

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
23  Julho 2012

Pacientes com osteoporose, especialmente com complicações renais graves, têm uma nova opção de tratamento. O primeiro remédio biológico para a doença, o denosumab (vendido como Prolia), está acessível no Brasil. Por enquanto, ele ainda não é fornecido na rede pública.

"O tratamento usado até agora, os bifosfonatos, são contraindicados para quem tem problemas renais sérios. O que é o caso de muitos pacientes com osteoporose, que são idosos e já têm outras complicações", diz Sebastião Radominski, professor da Universidade Federal do Paraná e presidente da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.

"O denosumab tem efeitos colaterais, é claro, mas ele apresenta menos inconvenientes. É mais uma opção de tratamento", completa.

A medicação faz parte de uma nova geração de remédios, os chamados biológicos, que agem de maneira mais específica no corpo.

O denosumab é um anticorpo monoclonal que atua sobre a síntese do osso, diminuindo a perda de densidade óssea, reduzindo a ocorrência de fraturas.

Segundo o médico, o fato de o remédio ser aplicado apenas uma vez a cada seis meses, em uma injeção subcutânea similar às de insulina, pode contribuir para a adesão ao tratamento.
Na medicação por via oral, o paciente precisa tomar o remédio em jejum.

Disponível em:

Por Edilaine R.
27 Julho 2012