quarta-feira, 21 de março de 2012

Chá Verde

Chá Verde

Chá verde acelera a queima da gordura abdominal, diz estudo
 

A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal, geralmente causado por uma ingestão calórica excessiva associada ao sedentarismo.

O acúmulo de gordura na região acima da cintura - obesidade abdominal - é particularmente perigoso, pois apresenta uma forte associação com a hipertensão arterial, diabetes, anormalidades do colesterol e doença  cardiovascular.

Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que o chá verde elimina até 2,5 quilos por semana e acelera em 25 vezes a queima da gordura abdominal. Além de trazer benefícios para a saúde, o chá facilita a queima de gordura quando combinado a hábitos alimentares saudáveis.

Durante a pesquisa realizada, as pessoas que tomaram seis xícaras de chá por dia eliminaram o dobro de quilos e 25 vezes mais gordura abdominal do que as pessoas que beberam só refrigerante diet.

O chá também tem outros poderes. Ele ajuda na digestão, previne contra o envelhecimento precoce, melhora a memória, reduz o colesterol e desintoxica o organismo.

Fonte: Medicina & Cia - Associação Médica do Paraná.

Por Edilaine R.,
21 Março 2012

Farmanguinhos produz medicamento genérico Imunossupressor

FARMANGUINHOS  produz genérico de droga para transplante renal

"Iniciativa beneficiará mais de 25 mil pessoas no Brasil e vai gerar uma economia de R$240 mi aos cofres públicos"

HELOISA ARUTH STURM / RIO - O Estado de S.Paulo

21de março 2012 


A partir deste mês, pacientes submetidos a transplante renal terão acesso a um medicamento produzido com tecnologia 100% nacional. Serão distribuídos 6,6 milhões de cápsulas do Tacrolimo, imunossupressor que diminui a atividade do sistema imunológico, evitando a rejeição ao órgão transplantado.

A iniciativa beneficiará mais de 25 mil pessoas no Brasil e vai gerar uma economia de R$ 240 milhões aos cofres públicos. Até o fim do ano serão distribuídos 36 milhões de cápsulas, de forma a atender à demanda anual.

Esse avanço foi possível por meio de um acordo de cooperação tecnológica firmado em agosto de 2010 entre o laboratório Farmanguinhos (ligado à Fiocruz) e o laboratório nacional Libbs Farmacêutica para a fabricação no País do remédio, que era importado. A Libbs se comprometeu a passar todo o conhecimento técnico para produzir o remédio para Farmanguinhos.

O processo é gradual durante o período de cinco anos de vigência do contrato de transferência de tecnologia. Testes de bioequivalência garantindo que o remédio genérico tenha as mesmas propriedades do produto de referência foram feitos em 2011.

Durante os três primeiros anos do contrato, a produção será feita pela empresa farmacêutica detentora da tecnologia e, a partir de 2015, Farmanguinhos fabricará, em suas instalações, metade da produção do Tacrolimo. A partir de 2017, o instituto vai suprir 100% da demanda nacional.

O laboratório Libbs continuará fornecendo para Farmanguinhos o princípio ativo do remédio. "Nós até poderíamos continuar a produzir esse medicamento, mas não teríamos venda, porque 100% da demanda é atendida pelo SUS, e, ao transferirmos essa tecnologia para o Estado, a gente não tem mais cliente", diz o diretor da Libbs Farmacêutica, Álvaro Athayde.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, o principal objetivo do acordo é garantir a internalização da tecnologia para alcançar soberania no remédio que figura na lista de produtos estratégicos no SUS.


Artigo extraído por Edilaine R., no dia 21 Março 2012. Disponível em :


Por Edilaine R.,
21 Maio 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Farmacêuticos no Praça - 08 Março 2012

Evento - Farmacêuticos na Praça


Por Edilaine R.
14 Março 2012


No último dia 08 de março o CRF/SP ( Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo ) realizou o Evento " Farmacêuticos na Praça" - na Avenida Paulista situada capital São Paulo .

O Evento no Masp  contou com a colaboração de Farmacêuticos Voluntários durante o dia,  que dedicaram o seu tempo para orientar a população e aferir a pressão arterial, dosagem de glicemia capilar, palestra .

Deixo aqui os meus parabéns a ações como esta - já que a visibilidade do Profissional Farmacêutico fornece a população uma garantia a mais de confiabilidade na prestação de serviços farmacêuticos .


Aferição de Glicemia Capilar
Aferição de glicemia capilar

Palestra
Palestra

Orientação
Orientação

Aferição da Pressão Arterial
Aferição de pressão


As imagens foram extraídas do site do CRF/SP . Disponível em :




Importância do Medicamento Genérico no Brasil

IMPORTÂNCIA DO MEDICAMENTO GENÉRICO NO BRASIL *



Por Edilaine R.
28 Março 2010

A produção de medicamento genérico existe desde a década de 1960. Nos países Europeus, bem como nos Estados Unidos e Canadá os medicamentos genéricos são comercializados há muito tempo.

Já no Brasil os genéricos começaram a ser vistos de maneira mais séria a partir da Lei n° 9.787/99 que instituiu normas para a sua produção, dispensação e comercialização. A partir desta Lei sabe-se que o medicamento genérico é um direito inalienável dos cidadãos brasileiros.

Os profissionais que prescrevem medicamentos no Brasil, devem conhecer e reconhecer que o medicamento genérico é um ótimo recurso de adesão ao tratamento farmacoterapêutico a ser sugerido por eles, principalmente por seu baixo custo e qualidade inquestionável em comparação ao Medicamento de Referência. Observando-se que estes profissionais têm o direito de não querer prescrever o genérico.

No entanto, é bom observar que embora os prescritores tenham o direito de não querer prescrever os Medicamentos Genéricos - muitos não o fazem por puro preconceito - e não embasados em pesquisas científicas, pois pesquisas atuais sugerem que estes [ os genéricos ] são tão eficazes quanto os medicamentos "de marca". Logo, alegar que os medicamentos genéricos "seriam inferiores" devido a não ter uma marca ou por serem mais baratos - implica em preconceito.

Explicando os termos.

De maneira simples, o MEDICAMENTO GENÉRICO pode ser entendido como aquele que contém o mesmo princípio ativo (fármaco), na mesma dose (por ex., 5mg) e forma farmacêutica (por ex., cápsula, xarope), é administrado pela mesma via (por ex., oral, injetável), e mesma indicação (por ex., analgésico) do medicamento de referência .

Por sua vez, o medicamento de REFERÊNCIA é, em geral, aquele que obteve o primeiro registro na Vigilância Sanitária. Também pode ser inovador ou original, ou seja, que investiu na pesquisa clínica, no desenvolvimento farmacotécnico, exibindo biodisponibilidade, segurança e eficácia comprovadas.

Assim, o medicamento genérico deve garantir a mesma qualidade, biodisponibilidade, segurança e eficácia do medicamento de referência através dos estudos de bioequivalência. Isto deve ocorrer de maneira que a substituição do medicamento de referência pelo genérico possa ser vantajosa para o consumidor.

Há ainda o medicamento SIMILAR que é a cópia do medicamento de referência. O medicamento similar não foi submetido ao teste de equivalência farmacêutica e portanto não comprova sua intercambiabilidade (possibilidade de troca) .

Enfim, vale lembrar que o Farmacêutico Responsável é quem deve assumir o papel de agente na indicação do medicamento genérico quando o médico não se manifestou em contrário e o balconista jamais poderá efetuar a substituição.
______________________

*Artigo publicado no Jornal Negócios Regionais em 31 Março de 2010. Disponível em:


__________________________

Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999 que dispõe sobre a vigilância sanitária,Disponível em :
estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em
produtos farmacêuticos e dá outras providências.


http://www.cff.org.br/userfiles/file/leis/9787.pdf

 

Para entender a ANVISA - do ponto de vista jurídico e do funcionamento

Para entender a ANVISA
14 março 2012

Saiu na Folha de hoje (14/3/12):


Vigilância Sanitária proíbe venda de cigarro com sabor



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de aditivos em cigarros e derivados de tabaco. Com a decisão, tomada ontem em reunião da diretoria do órgão, os fabricantes deverão parar de incluir sabores como menta, chocolate, canela e frutas nos produtos vendidos no país.


As marcas de cigarro com sabor representam 22% das que estão à venda no país. Em vendas, os mentolados respondem por 3% do total.
Para a diretoria da Anvisa, os aditivos funcionam como chamariz para os jovens. Os sabores atraem e fidelizam o consumo, mascaram o gosto ruim, diminuem a tosse, facilitam a tragada e ajudam a produzir dependência. Não aumentam, porém, o potencial cancerígeno da droga.
O documento da agência prevê 12 meses para alteração de rótulos e do processo produtivo dos cigarros e outros seis meses para a retirada dos itens do mercado

No caso da Anvisa, a autonomia existe por conta de três fatores: a independência de seus diretores, o Contrato de Gestão e a autonomia financeira.

Diretores

Seus 5 diretores são nomeados para mandatos de 3 anos, e podem ser reconduzidos por um igual período. Depois de empossados, esses diretores podem ser removidos nos 4 primeiros meses do mandato. Mas, depois disso, eles se tornam 'estáveis' até o fim do mandato, o que significa que só podem ser removidos se praticarem improbidade administrativa, forem condenados penalmente (sem possibilidade de recurso), ou se deixarem de cumprir o Contrato de Gestão que a Agência mantêm com o Ministério da Saúde.

 
Contrato de gestãoO contrato entre a Agência e o Ministério – chamado de ‘contrato de gestão’ – é a alma da Anvisa.

Quando o diretor-presidente da Anvisa (um dos 5 diretores, nomeado pelo presidente da República para mandato de 3 anos) toma posse, ele tem 120 dias para negociar um contrato com o Ministério da Saúde. É esse contrato que vai determinar que a Anvisa precisa alcançar determinadas metas.  As metas em si são pactuadas em um Plano de Trabalho anual e são bem específicas. Estabelecem valores e percentuais de eficiência. Coisas como “implantar a gestão do risco sanitário de portos, aeroportos e fronteiras em 80% dos postos de vigilância sanitária da Anvisa, em 2011”, e como esses 80% serão calculados: “Número de postos de vigilância sanitária de PAF com percentual de risco identificado x 100 / Número de postos de vigilância sanitária de PAF”.
Se a Anvisa descumpre o que foi contratado, ela precisa encaminhar uma justificativa ao Ministério da Saúde em 60 diasconsiderar a justificativa procedente, ele pode encaminhar o pedido de exoneração dos diretores da Anvisa ao presidente da República.

Esses indicadores e metas são negociados anualmente e todos os anos a Anvisa precisa dizer que metas deixou de alcançar.

Autonomia financeira

Por fim, a autonomia financeira significa que o orçamento da Anvisa é separado do resto do orçamento do Ministério da Saúde (a bem da verdade, a Anvisa recebe de duas fontes no orçamento anual: uma em seu próprio nome e também o Fundo Nacional de Saúde) e a utilização desses montantes, desde que respeitadas as regras orçamentárias, fica a critério da autarquia.
. Se ela não fizer isso, ou se o Ministério da Saúde não



Artigo extraído por Edilaine R., no dia 14 Março 2012 . Disponível em:


Por Edilaine R.,
14 Março 2012


domingo, 11 de março de 2012

Aftas: uma afecção comum

Aftas


Por Edilaine R.
09 Março 2012, 06:20h

 
A afta é uma afecção muito comum que verifica-se em  milhões de pessoas ( entre dois e três milhões ) e em torno de 20% a 50% em todo o mundo - sua causa e tratamento não é muito clara.

No entanto, pesquisas sugerem que a afta possa ser desencadeada por stress - já que a incidência aumenta na fase da adolescência e na idade adulta - ciclo de vida onde surgem as preocupações e demandas sociais.

Outros estudos sugerem que a afta apresentam como causa os seguintes itens:

1. Predisposição genética
2. Tensão pré-menstrual
3.  Deficiência nutricional
4. Traumas locais,  como mordidas, denturas mal ajustadas, escovação rígida e outros.


Na mucosa da boca surge uma lesão limpa ( ou seja, não há presença de pus,  bactérias ou fungos ), no ínicio avermelhada e dolorida; e torna-se uma ferida esbranquiçada muito dolorida no final. 

afta

Logo, as pessoas que já tiveram afta sabem bem do que eu falo - e sim, pode atrapalhar a vida nesse dias, pois "essas coisinhas pequenas" na boca pode nos impedir de falar, beijar e alimentar-se corretamente, mas fique tranquilo -  não são contagiosas.

Esta lesão pode surgir em vários pontos da cavidade oral,  língua, lábio, gengiva, garganta .. O incomodo da afta dura em média uma semana a quinze dias.


afta


Nota importante:  a afta que não cicatriza e  dura mais do que 30dias precisa ser investigada; e a orientação farmacêutica nesse caso é consultar um Dentista e ou um médico otorrinolaringologista para melhor avaliação e tratamento.



Tratamento

O tratamento centra-se na possibilidade de alívio e aceleração da cura. Assim, nenhum medicamento é milagroso e não cura da noite para o dia.

Quanto ao alívio comumente usa-se medicamentos que contenham anestésicos em sua fórmula - na forma farmacêutica (ver arquivo  Termos Técnicos - Parte I ) de pomadas e soluções orais. Já os medicamentos para  acelerar a cura usa-se pomada formulada com anti-inflamatórios e corticóides. 

Também pode-se utilizar a água oxigenada ( em 10vols. ) diluída em água e aplicar com cotonete diretamente na afta.
Enfim, ainda vale lembrar que paciência também faz parte do processo de cicatrização.  


Links interessantes para acessar:



 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pílula do Dia Seguinte

Você sabe como funciona a "Pílula do Dia Seguinte" ou Contraceptivo de Emergência ?


Hoje vamos falar sobre a "Pílula do Dia Seguinte" uma vez que surge com frequência  - no balcão da Drogaria -  ou em rodas de conversa com colegas  várias dúvidas acerca do seu modo de ação e posologia .

O  método contraceptivo de emergência   - importante enfatizar - não é um método abortivo uma vez que o mecanismo de ação impede a fecundação antes de ela ocorrer:

"A fertilização ocorre quando o espermatozoide se une a um óvulo nas trompas do aparelho reprodutor feminino. Após isso, esse ovo se encaminha para o útero, dando início, nesse trajeto, a sua própria divisão celular (desenvolvimento). Mas a mulher só é considerada grávida quando, além da fecundação, ocorre um processo chamado nidação, que é a fixação do ovo no útero. Após isso, ele passa a ser chamado de embrião.
Em meio a esse processo, a pílula de emergência age de duas maneiras, dependendo do período do ciclo menstrual em que a mulher estiver. Caso ela ainda não tenha ovulado, esse método impede a liberação do óvulo. Assim, os espermatozoides não encontrarão esse componente e, portanto, não haverá fecundação.
Por outro lado, se a mulher já tiver ovulado, a pílula vai agir de outra forma. Ela altera a secreção vaginal, agindo no muco cervical e no endométrio, tornando o ambiente hostil. Dessa maneira, os espermatozoides não conseguem chegar até as trompas: eles morrem pelo caminho, impedindo a fecundação." 
  
Posto isso continuo.

O contraceptivo de emergência é um hormônio denominado Levonorgestrel que pertence a classe das progesteronas. Este é formulado em alta dosagem e pode ser encontrado nas drogarias em caixas contendo dois comprimidos ( 0,75mg cada comprimido ) ou em dose única ( 1,5mg ).

Desse modo, a "pílula do dia seguinte" como o próprio nome sugere deve ser utilizado após a relação sexual desprotegida  - por inúmeros motivos - até no máximo 72 horas ( com eficácia entorno de 98%). 

Logo, na medida em que o tempo passa das 72 horas a eficácia do medicamento vai sendo diminuída e as chances de uma gravidez aumenta.  


Vale lembrar - e é preciso que isso fique claro - "a pilula do dia seguinte" - não é um método de anticoncepção tradicional ( como os contraceptivos mensais, trimestrais, bem como, o DIU, o adesivo, a tabelinha ) e deve ser utilizado somente em situação de emergência e não para uso rotineiro - cotidiano.

Apesar de ser um medicamento seguro - o uso indiscriminado ( ou exagerado ) pode trazer sérios riscos à saúde de a mulher. Entre os riscos pode-se citar: desregulação do ciclo menstrual, trombose, doenças cardiovasculares, gastrites, tonturas e outros.  

Para finalizar,  a orientação farmacêutica recomenda a consulta com um médico ginecologista de sua confiança para anamenese e exames; bem como  a utilização de método contraceptivo tradicional em combinação com o uso de preservativo evitando-se dessa maneira tanto a gravidez indesejada quanto uma possível contaminação por DST´s ( doenças sexualmente transmissíveis ).



Links interessantes para acessar:







Por Edilaine R.
07 Março 2012, 17:20h

Pesquisa testa antibiótico para tratar esquizofrenia

07/03/2012 - 10h26

Pesquisa testa antibiótico para tratar esquizofrenia

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DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE "SAÚDE"

Psiquiatras brasileiros e ingleses estão testando o uso de um antibiótico para o tratamento de pessoas com esquizofrenia.

A minociclina, receitada para o tratamento de acne, tem propriedades anti-inflamatórias e protetoras do cérebro, segundo Jaime Hallak, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto que vem conduzindo pesquisas com a droga.

No Brasil, 30 pacientes participaram de um estudo com o remédio. Nas pesquisas internacionais, na Inglaterra e no Paquistão, diz o psiquiatra, foram cerca de 170.



Hallak conta que a ideia de usar um antibiótico contra o transtorno mental , que afeta 1%  da população , veio de estudos com animais que demonstraram  uma ação neuroprotetora da minociclina.

"O antibiótico foi então testado contra doenças neurodegenerativas, mas percebeu-se que os pacientes com sintomas psicóticos também acabavam melhorando."

Os 30 participantes brasileiros tinham o diagnóstico de esquizofrenia há no máximo cinco anos e faziam tratamento com diversas drogas antipsicóticas. O antibiótico foi acrescentado à terapia de parte do grupo. A outra serviu como controle.

Segundo Hallak, observou-se uma melhora nos sintomas do transtorno. A esquizofrenia é caracterizada por diferentes sintomas: psicóticos (ouvir vozes e ter delírios, por exemplo), dificuldades cognitivas e de vocabulário e falta de motivação e de interesse em relações pessoais.

Helio Elkis, coordenador do Projesq (Projeto Esquizofrenia) do Instituto de Psiquiatria da USP, diz que o principal ganho com o antibiótico é a melhora dos sintomas não psicóticos.

"Para sintomas psicóticos, como alucinações e delírios, os antipsicóticos usados hoje funcionam bem. A grande busca é por um tratamento para sintomas como o desinteresse em outras pessoas, que são os que mais dificultam os relacionamentos das pessoas com esquizofrenia."

Exames de imagem (ressonância magnética estrutural) do cérebro feitos em 24 dos 30 participantes do estudo mostraram que quem usou o antibiótico teve uma proteção maior do sistema límbico, principalmente do cingulado anterior, região ligada à cognição e motivação.

Isso, segundo Hallak, indica efeito da substância contra os problemas cognitivos enfrentados pelos doentes mesmo fora das crises agudas, como os de linguagem.

De acordo com o jornal inglês "Independent", o grupo que faz a pesquisa com minociclina por lá obteve um financiamento de 1,9 milhão de libras (R$ 5,2 milhões) para estudos com 175 pacientes.

A expectativa, para Jaime Hallak, não é substituir os antipsicóticos pelo antibiótico, mas somá-lo ao tratamento. A minociclina já é aprovada para uso em humanos, mas não para o tratamento da esquizofrenia. Em breve, diz o médico, os achados daqui serão publicados em uma revista científica.

Artigo extraído por Edilaine R., no dia 07 março 201. Disponível em:

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1058322-pesquisa-testa-antibiotico-para-tratar-esquizofrenia.shtml

Por Edilaine R.
07 Março, 15:50h

Farmacologia

 Farmacologia


                A Farmacologia é um campo científico que tem por objetivo estudar as substâncias químicas e sua interação aos organismos biológicos.
                As substâncias medicinais são utilizadas desde o primórdios do homem, no entanto, a Farmacologia enquanto ciência data do século XIX.
                É importante lembrar que a Farmacologia é um campo amplo de estudo e abarca história e origem dos compostos farmacológicos, propriedades físicas e químicas, medicamentos, interação, farmacotécnica, toxicologia, efeitos esperados, efeitos indesejados (reações adversas, efeitos colaterais), terapêutica farmacológica, dependência e uso de drogas lícitas e ilícitas .



"O primeiro registro histórico que menciona os fármacos foi o Papiro de Smith egípcio, datado de 1600 a.C.
Existe também o Papiro de Ebers de 1550 a.C que relata a forma de preparo e uso cerca de 700 remédios."

Bibliografia Consultada
Destruti, Ana Beatriz, et al, Senac, Introducao a Farmacologia, São Paulo: 1999.
Page, Clive P., et al, Harcourt, Farmacologia integrada.

Por Edilaine R.
07 Março 2012, 15:26h

Conceitos Básicos em Farmácia - Parte II


II – DIVISÕES DA FARMACOLOGIA


ü Farmacodinâmica: mecanismo de ação de drogas.

ü Farmacocinética: destino do fármaco.

ü Farmacologia pré-clínica: eficácia e RAM do fármaco nos animais (mamíferos).

ü Farmacologia clínica: eficácia, e RAM do fármaco no homem (voluntário sadio; voluntário doente).

ü Farmacognosia (gnosis= conhecimento): estudo das substâncias ativas animais, vegetais e minerais no estado natural e suas fontes.

ü Farmacoterapia: orientação de uso racional de medicamentos (assistência farmacêutica).

ü Fitoterapia: uso de fármaco de origem vegetal (plantas farmacobotânicas).
ü Farmacotécnica: arte do preparo e conservação do medicamento em forma farmacêutica .

ü Farmacoepidemiologia: estudo das RAM, do risco/benefício e custo dos medicamentos numa população.

ü Farmacovigilância: detecção da RAM, validade, concentração, apresentação, eficácia farmacológica, industrialização, comercialização, custo, controle de qualidade de medicamentos já aprovados e licenciados pela ANVS.

Bibliografia Consultada

LEI N° 5.991 de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências.
FERREIRA, A de Oliveira. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora, 2000, cap.1
GENNARO, A. R. Remington Farmácia. 17ª ed.. Buenos Aires: Editorial Medica Panamericana, 1987
GOODMAN & GILMAN  (org.). As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: MacGraw-Hill Interamericana, 1996
VALLE, L.B.D. Farmacologia Integrada. Rio de Janeiro: Atheneu,1988
ZUBIOLI, Arnaldo. Profissão Farmacêutico: e agora ? Curitiba: Lovise, 1992

Por Edilaine R.
07 Março 2012, 12:35h

Conceitos Básicos em Farmácia - Parte I

I – TERMOS TÉCNICOS

        No universo farmacêutico constantemente utilizamos termos que acabamos incorporando ao nosso cotidiano. No entanto, muitas vezes, empregamos esses termos sem saber exatamente o seu significado.  Para ajudá-lo a esclarecer dúvidas, abaixo está  relacionado alguns termos e conceitos importantes.


ü Biodisponibilidade: é a descrição da quantidade e a velocidade de absorção do fármaco a partir da forma farmacêutica apresentada.

ü Correlato: substância, produto, aparelho ou acessório não enquadrado nos conceitos anteriores, cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa ou a proteção individual ou coletiva, a higiene pessoal ou de ambientes, ou a fins de diagnóstico e analíticos, os cosméticos e perfumes, e ainda, os produtos dietéticos, óticos, de acústica médica, odontológicos e veterinários.

ü Dispensação: ato de fornecimento ao consumidor de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, a título remunerado ou não.

ü Droga (drug= droga, remédio, medicamento): substância ou matéria-prima que tenha a finalidade medicamentosa ou sanitária.

ü Drogaria: estabelecimento de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, em suas embalagens originais.

ü Estudo dos fármacos: fonte, solubilidade, absorção, destino no organismo, mecanismo de ação, efeito, reação adversa ao medicamento (RAM) .

ü Fármaco (pharmakon= fármaco): estrutura química conhecida; propriedade de modificar uma função fisiológica já existente.

ü Idiossincrasia: reações particulares provocadas por um fármaco.

ü Especialidade farmacêutica: produto originado da indústria farmacêutica com registro no Ministério da Saúde e disponível no mercado.

ü Forma farmacêutica: forma do medicamento no mercado. Por exemplo, comprimido, cápsula, suspensão, solução (aquosa, oleosa), pomada, creme, ungüento, supositório, pastilha, enema, óvulo, xarope, elixir, injetável, emplasto, adesivo, e outros.

ü Fórmula: é a descrição de um ou mais fármacos (ou drogas). Também pode conter vários aditivos (inertes) como -  veículos (água, álcool, óleo mineral, NaCl, propilenoglicol, glicerina) e excipientes (lactose, talco, vaselina, cera); edulcorantes (aroma e sabor); conservantes (benzoato de sódio, metilparabeno, propilparabeno, tocoferol, ácido ascórbico), e outros.

ü Matéria-prima: substância ativa ou inativa que se emprega na fabricação dos medicamentos e demais produtos abrangidos pelo Regulamento Técnico de BPM da ANVS tanto a que  permanece inalterada, quanto a passível de modificações.

ü Medicamento (medicamentum= remédio): produto Farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.

ü Medicamento genérico: é aquele que contém o mesmo p.a. (na mesma dose e forma farmacêutica) de um medicamento de referência. Também é administrado pela mesma via e tem indicação idêntica. Por exemplo, ácido valpróico, biperideno, bromazepam, clomipramina, clonazepam, fenobarbital, fluoxetina, haloperidol, midazolam, risperidona.

ü Medicamento de referência: é o medicamento que obteve o primeiro registro (ANVS). Também é tido como medicamento inovador, pois o laboratório produtor investiu em pesquisa clínica e desenvolvimento farmacotécnico apresentando biodisponibilidade, eficácia e segurança comprovadas. Por exemplo, Depakeneâ, Akinetonâ, Lexotamâ, Anafranilâ, Rivotrilâ, Gardenalâ, Haldolâ, Prozacâ, Dormonidâ, Risperidonâ. 

ü Medicamento similar: é o medicamento comercializado sob o nome fantasia e também sob a DCB, que de um modo geral não comprovaram – através de testes apropriados – a equivalência com os medicamentos de referência, ou seja, não comprovaram a sua intercambiabilidade.

ü Mitridatismo: tolerância adquirida a determinado medicamento.

ü Nocebo: efeito placebo negativo (obs. O medicamento piora a saúde, ao invés de melhorá-la).

ü Placebo (placeo=agradar): tudo o que é feito com intenção benéfica para aliviar o sofrimento – fármaco, medicamento, droga, remédio (em pequena [ ] ou mesmo sua ausência); a figura do médico (feiticeiro).

ü Princípio ativo (p.a.): é o fármaco (substância química definida), responsável pelo efeito farmacológico (ou terapêutico).

ü Receita: prescrição escrita de medicamento, contendo orientação de uso para o paciente, efetuada por profissiional legalmente habilitado, quer seja de formulação magistral ou produto industrializado.

ü Remédio: é todo agente que produz cura ou alívio para a dor ou sofrimento. Por exemplo, medicamento, chá, banho de sol, massagem, dieta, psicoterapia e outros.

Bibliografia Consultada

LEI N° 5.991 de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências.
FERREIRA, A de Oliveira. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora, 2000, cap.1
GENNARO, A. R. Remington Farmácia. 17ª ed.. Buenos Aires: Editorial Medica Panamericana, 1987
GOODMAN & GILMAN  (org.). As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 9ª ed. Rio de Janeiro: MacGraw-Hill Interamericana, 1996
VALLE, L.B.D. Farmacologia Integrada. Rio de Janeiro: Atheneu,1988
ZUBIOLI, Arnaldo. Profissão Farmacêutico: e agora ? Curitiba: Lovise, 1992

Por Edilaine R.
07 Março 2012, 12:26h